Dissertação de Mestrado:
Avaliação Localizada de Metais em Águas Pluviais na Cidade do Rio de Janeiro

Gabrielle Nunes da Silva

PEAMB
Orientador
Prof. Alfredo Akira Ohnuma Júnior , Prof. Dr. - Currículo LattesInformação Academica
Coorientador
Prof. Dr. Sergio Machado Corrêa
Banca
* Prof. Dr. Sergio Machado Corrêa - Faculdade de Tecnologia - UERJ
* Prof. Alfredo Akira Ohnuma Júnior , Prof. Dr. - Currículo LattesInformação Academica
* Profa. Daniele Maia Bila , D.Sc. 2005 - COPPE/UFRJ - Currículo LattesInformação Academica
* Profa. Dra. Adriana Gioda -
* PUC-RJ
Data - hora da defesa
25/01/2019
Resumo
Na medida em que ocorre a precipitação pluviométrica sobre áreas de cobertura de telhados, poluentes atmosféricos decorrentes da urbanização são carreados na superfície e direcionados aos sistemas convencionais de drenagem urbana. Quando disponíveis nos sistemas de armazenamento, esses poluentes podem ser captados e observados de modo a se obter a qualidade do volume efetivo precipitado. Este trabalho tem como objetivo caracterizar a água de chuva para verificar a qualidade da água e destiná-la para uso potável. Deste modo, determinados metais e parâmetros físico-químicos presentes nas amostras de águas pluviais captadas e armazenadas no Instituto Fernando Rodrigues da Silveira (CAp-UERJ), localizado no bairro Rio Comprido, na cidade do Rio de Janeiro-RJ foram investigados. Os pontos de coleta de amostras incluem: Precipitação Direta (PD), First-Flush (FF) e Reservatório (RR) no período de novembro de 2017 a outubro de 2018. A metodologia consiste em análises dos metais Cálcio (Ca), Cádmio (Cd), Cobre (Cu), Ferro (Fe), Potássio (K), Manganês (Mn), Sódio (Na), Níquel (Ni), Chumbo (Pb) e Zinco (Zn), análise de condutividade, pH, cloreto, turbidez e compostos orgânicos voláteis. A análise dos dados foi realizada por meio da linguagem R com tratamento estatístico multivariado incluindo análise de componentes principais, correlação linear de pearson, análise de agrupamentos hierárquicos, teste de tukey e boxplot. Os resultados indicam características acentuadas de chuva ácida na PD e turbidez elevada no ponto do FF. O cloreto está dentro do recomendado de 250 mg L-1 pela Portaria no. 05/2017 do Ministério da Saúde para potabilidade de água. O sódio atende as diretrizes de água potável (200 mg L-1) contudo, os demais metais apresentaram desconformidade ao longo do estudo, indicando influências naturais e antropogênicas provavelmente atribuídas às emissões veiculares próximas ao local. O sistema de descarte não é eficiente para reduzir a concentração de metais no RR, ultrapassando os limites de potabilidade. Cobre, potássio e sódio apresentam maiores concentrações no período úmido, exibindo um comportamento sazonal, já no período seco é observado maiores concentrações de cálcio. Foram encontrados hidrocarbonetos aromáticos como: Tolueno, Etilbenzeno e Xileno (TEX), além de clorofórmio e etano nos pontos de RR e FF, possivelmente por emissões provenientes da combustão de combustíveis fósseis. Desta forma, o aproveitamento das águas pluviais para consumo humano não é recomendado. Palavras-chave: Água da chuva; Metais; Compostos orgânicos; Deposição úmida; Qualidade; Águas pluviais urbanas.

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