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Pronunciamento do Magnífico Ex-reitor da UERJ e Ex-diretor da Fen, Prof. Nival Nunes

Criada em 11/04/2011 00:06 por maperna | Marcadores: evento fen videos

Prof. Nival Nunes - ex-reitor e ex-diretor da FEN.

Prof. Nival Nunes - ex-reitor e ex-diretor da FEN.

Excelentíssimo Sr Vice-Governador Luiz Fernando Pezão,

Excelentíssimo Sr Secretario de Ciência e Tecnologia Alexandre Cardoso,

Magnífico Reitor Ricardo Vieiralves da Universidade do Estado do Rio de Janeiro,

Sra Diretora do Centro de Tecnologia e Ciências Professora Maria Georgina Muniz Washington,

Sra Diretora da Faculdade de Engenharia Professora Maria Eugênia Gouvea,

Excelentíssimo Sr Presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro Engenheiro Agostinho Guerreiro,

Demais autoridades civis e universitárias aqui presentes,

Queridos estudantes, docentes e funcionários, de hoje e de ontem, da nossa Faculdade de Engenharia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro,

Minhas Senhoras e meus Senhores,

     Inicialmente, agradeço ao gentil convite da Direção desta Faculdade para um breve pronunciamento acerca dos cinqüenta anos de nossa instituição.

     Para termos uma idéia daquele momento histórico para o Rio de Janeiro poderíamos destacar: fim do Governo de Juscelino Kubitschek, inauguração de Brasília, Copa de 58 e Copa de 62, Bossa Nova, Governo Jânio Quadros, criação do Estado da Guanabara,...

     Problemas crônicos na ex-capital da República, que passa a ser uma Cidade-Estado, onde: havia falta de energia elétrica, falta da água, vias rodoviárias e transportes deficientes, poucas escolas e matrículas na a educação primária, problemas de moradia, saúde, dentre outros.

     Começo com uma breve consulta jornal O Globo na coluna “Há 50 anos” para contextualizar um pouco mais sobre aquele momento em nossa cidade:

     Em 21/03/61 - novo projeto de uma nova adutora no Guandu para resolver o abastecimento de água potável;

     Em 23/03/61 - “No decorrer da reunião com o Governador Celço Peçanha, do Estado do Rio, na manhã de ontem, o Sr. Carlos Lacerda, anunciou que até o mês de maio próximo estará funcionando a Escola de Engenharia da Universidade do Rio de janeiro, que irá servir a jovens dos dois estados”. O governador da Guanabara, após ressaltar a deficiência  de  ensino técnico em sua área e no Estado do Rio, disse que  secretário de Educação, professor Flexa Ribeiro, já entrou em contato com o reitor da URJ, assentando normas para que, já no próximo mês, fossem iniciados os exames vestibulares para o primeiro ano da nova escola, que inicialmente manterá um curso de Engenharia Mecânica.”

     Lembramos aos senhores e senhoras que só havia cursos de engenharia na UFRJ, UFF, IME e PUC.

     Em 26/03/61 - a Assembléia Constituinte promulga a Constituição do Estado da Guanabara.

     O Reitor á época era o Professor Haroldo Lisboa da Cunha, engenheiro e também catedrático do Colégio Pedro II, que junto com outros ilustres Professores oriundos do mesmo colégio, do Instituto de Educação e da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da URJ, começou a tornar real o sonho da nova escola de engenharia. É bem verdade que na legislação de então a nova Universidade do Estado da Guanabara (UEG), em substituição a Universidade do Rio de Janeiro (URJ), possuía cursos das áreas de Medicina, Ciências Sociais e Humanas, mas carecia da área tecnológica, assim a nova escola era muito bem vinda para a universidade.

     Em conversas com o Professor Dr Hylmar Medeiros Silva, primeiro professor de física a lecionar na faculdade, juntamente com tantos outros ilustres mestres, onde não poderia deixar de mencionar os professores José Luiz Cardoso aqui presente e Antônio Braga Coscareli (in memoriun).  Ele, Dr Hylmar, foi convidado pelo primeiro diretor da escola: Professor João Cordeiro da Graça Filho, numa reunião em sua casa, para iniciar o curso que deveria ter uma forte base científica e profissional, pois era professor da Escola Politécnica Universidade do Brasil e do Instituto de Educação, além de ser um profissional de engenharia bastante atuante.

     O Começo de fato da nova Escola foi na Haddock Lobo, em 07/06/1961, onde foi mantida a idéia inicial de convidar engenheiros e professores já concursados do estado para lecionarem. Foi uma saída para os primeiros da futura Faculdade, i.e, a combinação de profissionais professores e professores profissionais para atender as demandas sociais da época.

     Depois houve a transferência para a Fonseca Telles, antiga sede da Faculdade de Ciências Médicas, onde também podíamos dispor de uma biblioteca.

     Com a autorização Presidencial da Faculdade de Engenharia, curso de Engenharia Industrial - modalidade Engenharia Mecânica, pudemos obter reconhecimento dos cursos de: Mecânica, Civil e Elétrica. Vale registrar, um fato bastante inusitado, que foi assinado pelo Presidente Jânio Quadros no decreto de reconhecimento: “reconhece os curso de engenharia Civil, Mecânica e Elétrica e aqueles que vierem a ser criados...”

     Houve, assim, a consolidação dos cursos, no entanto, muitas das aulas do profissional ainda eram realizadas em instituições conveniadas como IME, UFRJ e Escola Técnica Celso Suckow da Fonseca.

     Já no final dos anos 60 houve a “Reforma de 68” que estabelecia a necessidade da criação dos institutos básicos.

     Anos 70

     Com os institutos básicos, as aulas dos dois primeiros anos, Ciclo Básico, eram realizadas no Haroldinho, Maracanã, e as do Profissional no Fonsecão em São Cristóvão.

     Nessa década são consolidados os nossos Laboratórios de civil e de mecânica, boa parte fruto do “acordo do café” com o leste europeu, e o de engenharia elétrica adquirido com verbas próprias da universidade. A inauguração dos mesmos se deu em 1971.

     Nesse período começa-se a prestação de serviços em nossos laboratórios, por exemplo, para as obras do futuro aeroporto internacional e Metro.

     Cria-se o Curso de Eletrônica.

     Com a Resolução número 48 de 1976, do antigo Conselho Federal de Educação, há uma nova composição departamental com as diversas ênfases e com os departamentos de: Construção Civil, Estruturas e Fundações, Sanitária e do Meio Ambiente, cuja ênfase da área Civil foi pioneira no Rio de Janeiro, Mecânica, Elétrica, Eletrônica, Sistemas e Computação, sendo este último também pioneiro na área de ensino profissional em computação da UERJ.

     Neste período são realizadas as contratações dos primeiros professores de 40 horas para atuar principalmente nos laboratórios.

     Há também a mudança do regime seriado para o de créditos e a implantação da dupla entrada (manhã e tarde).

     São criados cursos Extensão e de Pós-graduação lato-sensu nessa década.

     Anos 80

     Além do ciclo-básico ser transferido para o pavilhão João Lira Filho, 1983, também as aulas do profissional passaram ser realizadas no quinto andar do Campus Negrão de Lima, mantendo-se os laboratórios de civil e engenharia no Fonsecão e de Elétrica no Campus a partir de 1985.

     Com um novo regime de trabalho há novas contratações de docentes com 10, 20, 30 e 40 horas e são realizadas as primeiras capacitações de mestres e doutores com a finalidade de avançar e fortalecer a área de pesquisa em engenharia.

     Cria-se o curso de Engenharia Têxtil em convênio com o SENAI/CETIQT, Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil.

     Incorpora-se o curso e o departamento de Engenharia cartográfica.

     Anos 90

     Cria-se o curso de Engenharia de Produção em Resende, atualmente de competência da Faculdade de Tecnologia da UERJ no mesmo município.

     Com o término do convênio com o SENAI, transforma-se o curso de Engenharia Têxtil em Engenharia de Produção têxtil, atual Engenharia de Produção, Departamento de Engenharia Industrial, da Faculdade de Engenharia da UERJ Campus Negrão de Lima.

     Cria-se a ênfase de Telecomunicações no curso de Engenharia Elétrica.

     Participa-se da primeira versão do Exame Nacional de Cursos (Provão) e das primeiras avaliações nacionais de cursos de graduação em engenharia.

     Primeiro grande projeto é realizado a partir da obtenção de recursos junto a FINEP, MEC e CNPq, oriundos do Programa REENGE (Reestruturação do Ensino de Engenharia). Foi criado o LabBas com a finalidade de promover cursos gratuitos de computação para nossos alunos; foram efetivadas: a implantação do sistema de rede de computadores em toda a faculdade e realizados estudos e atualizações para os laboratórios.

     Anos 2000

     Atualmente há Cursos de Mestrado e Doutorado em nossa Faculdade, cuja produção científica e tecnológica é muito bem avaliada pelas agências de fomento e pela sociedade.

     Valorizam-se a prestação de serviços e os Laboratórios da Fonseca Telles e do Campus Negrão de Lima, com novos projetos junto a FINEP e FAPERJ, além dos auxílios individuais do CNPq e de outros órgãos municipais e estaduais.

     Portanto, temos avançado muito bem na pesquisa e na extensão universitária.

     Finalmente: Uma reflexão

     O Brasil é o décimo segundo em produção científica no mundo, e sabemos que ainda somos deficientes em número de patentes e inovações tecnológicas. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Associação Brasileira de Educação em Engenharia (ABENGE) tem realizados estudos que subsidiam a nova formação de um novo profissional que contempla: responsabilidade social, ambiental e atitude inovadora.

     Nós já formamos excelentes profissionais nesses cinqüenta anos e, atualmente, com a economia aquecida, o país necessita de engenheiros com essa formação.

     Assim, aproveito a oportunidade para trazer uma preocupação, por exemplo, da Associação nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Educação Superior (ANDIFES): a necessidade de profissionais ministrarem cursos de suas áreas de atuação, i.e, propor uma legislação que contemple profissionais colaboradores, ou seja, que atuam no mercado.

     Neste sentido, é importantíssimo conjugar o ensino, a pesquisa e a extensão na universidade, mas também não devemos esquecer as nossas origens: fazer engenharia e formar mais e melhores engenheiros e engenheiras que atendam essa agenda de desenvolvimento nacional.

     Por fim, agradeço a paciência por terem me ouvido; em especial a querida professora Maria Helena de Brito Rodrigues, primeira gestora acadêmica de nossa Faculdade; peço ainda que me perdoem alguns equívocos que por ventura tenha cometido, os quais certamente serão corrigidos pelo querido Dércio Peixoto, contudo esse é apenas um olhar de um ex-aluno e atual professor que ouviu e vivenciou nesta casa. 

     Muito Obrigado!

     Nival Nunes de Almeida

Na Cerimônia de Abertura da Semana Comemorativa dos 50 Anos da FEN em 04/04/2011, 9h, na Capela Ecumênica da UERJ.

 

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Em 11/04/11 08:40 Renata Caminha disse:

Concordo com o Nival: "a necessidade de profissionais ministrarem cursos de suas áreas de atuação, i.e, propor uma legislação que contemple profissionais colaboradores, ou seja, que atuam no mercado." Acredito a aproximação da universidade com o mercado trará benefícios para todos.