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Empresa Júnior da Engenharia Garante Projeto de Responsabilidade Social

Criada em 19/06/2013 21:21 por maperna | Marcadores: DESMA fen fotos geral


UERJ em Questão 98 - http://www.uerj.br/publicacoes/emquestao/98/

 

Uma das principais frentes de atuação em projetos sociais da Hidros Consultoria teve início com uma comunicação boca a boca. Desde a segunda metade dos anos 90 a Empresa Júnior de Engenharia da UERJ se dedica ao trabalho em comunidades de baixa renda, cujas demandas vão desde pequenas reformas hidráulicas até projetos maiores de regularização de imóveis.

Guilherme Duque, estudante do 4º período de Engenharia de Produção e diretor presidente da Hidros Consultoria, explica que a adesão dessa clientela à firma foi um processo natural. Reconhecida como Empresa Júnior em 1998, constituída por alunos da Faculdade de Engenharia Civil com ênfase em engenharia sanitária e ambiental, a Hidros cobra preços abaixo do mercado pelos seus serviços e como é comum a empreendimentos do gênero, o valor arrecadado é usado para manter a estrutura de trabalho. Os preços reduzidos, aliados às características dos serviços prestados pela Hidros (instalações hidrossanitárias, elétricas e plantas de arquitetura) conquistaram pessoas que precisavam legalizar suas casas, por exemplo, mas não tinham dinheiro para pagar: “Com o tempo, percebemos que desempenhávamos também esse papel de poder ajudar pessoas sem acesso a esse tipo de serviço”, diz Guilherme.

A mudança recente provocada pela pacifi cação dos morros cariocas, com a instalação das UPPs, permitiu que o estado chegasse em locais antes difíceis de serem atendidos pelo governo. Os cidadãos passaram a ter seus direitos garantidos e também começaram a ter outras obrigações. Se por um lado, a construção de moradias irregulares está entrando em declínio, por outro aumenta a demanda pela preparação de plantas físicas para que os moradores possam entrar formalmente com pedidos de reconhecimento de posse ou de autorização para reformas junto à Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. “A Prefeitura exige a apresentação de uma planta que mostre a realidade atual do imóvel das pessoas que desejam licenciar uma casa que ainda vão construir ou daquelas que pretendem legalizar um imóvel, fazer usucapião, reformar a estrutura etc.”, explica o diretor presidente da Hidros.

Nesse cenário, a Empresa Júnior começou a receber um número maior de pedidos para a execução de serviços em regiões de baixa renda da área metropolitana do Rio. Apenas em 2012 a empresa recebeu 100 solicitações. Dessas, pôde atender 30 pedidos, a maioria (quase 20) de pessoas que não podem contratar uma empresa sênior. Com esse crescimento, a Hidros já prestou serviços em toda a cidade do Rio de Janeiro, de favelas a zonas nobres, tendo operado inclusive em outras cidades do estado. Para além dos preços baixos, quem ou o quê ajudou a promover a Hidros entre cidadãos de baixo poder aquisitivo ainda não se sabe. Gilberto Menezes Moraes, professor do Departamento de Engenharia Mecânica e orientador da Hidros há mais de 10 anos, aposta na publicidade informal: “Pode ter sido um amigo engenheiro que sugeriu para alguém, que passou para outro alguém e assim o desempenho dos estudantes ficou conhecido”.

O professor Gilberto atenta também para o fato de empreitadas de engenharia difi cilmente serem requisitadas pela população carente a órgãos assistencialistas, como acontece no caso das assessorias jurídicas ou de serviços na área da saúde. Seja como for, o trabalho com as várias comunidades se tornou uma das principais frentes de responsabilidade social da empresa, que passou a acompanhar de perto as transformações proporcionadas pelo crescimento do consumo da classe C.

Credibilidade

Para Guilherme Duque, o complemento ‘Júnior’ identificador do tipo de empresa é visto inicialmente com alguma desconfi ança pelos prováveis usuários – afinal, trata-se de alunos trabalhando. Nenhum projeto, porém, é concluído sem a assinatura e a supervisão de um profissional gabaritado, neste caso o professor-orientador. É esta composição que permite à empresa oferecer serviços profissionais a um preço abaixo do mercado, que assim fica acessível a extrato social mais abrangente.

O orientador oficial da Hidros é o professor Gilberto Menezes. Ele explica que não faz o trabalho sozinho, mas transforma cada projeto em uma atividade de aula: “Vou junto com o aluno ver o tipo de serviço a ser realizado e a partir disso oriento e faço questão de explicar o motivo das decisões a serem tomadas, além de questioná-los sempre que é necessário”. Dessa forma os estudantes experimentam na prática o que, muitas vezes, só terão contato em períodos letivos mais adiantados. Isso faz com que passem de um semestre a outro bem mais preparados. Segundo o professor Gilberto, o mercado de Engenharia no Brasil, em especial o da área civil no Rio, está bastante aquecido, e isso gera uma oferta significativa de estágios remunerados: “Na Hidros, os estudantes trabalham de graça, porque querem. Isso poderia afastar os alunos, principalmente os veteranos, mas não acontece”.

Com o tempo, a Hidros passou a reunir estudantes das diferentes engenharias e começou a oferecer outros tipos de consultoria, como plano de marketing e pesquisa de mercado, o que expandiu ainda mais a sua cartela de clientes. Hoje a empresa atende restaurantes, futuros empreendimentos e até mesmo grandes empresas, como a multinacional de pneus Michelin. Se por um lado o estudante não recebe qualquer remuneração por esse trabalho, por outro a oportunidade de adquirir conhecimento e experiência profi ssional com orientadores que dominam a prática e a metodologia de ensino é considerada um atrativo. Essas características ajudam a explicar como a empresa, que teve início com apenas cinco jovens estudantes, chegou ao número de 50 integrantes em 2012.

 

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