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Mercado de Engenharia Cartográfica em Alta

Criada em 13/12/2012 00:43 por maperna | Marcadores: carto entrev fen GEOM

Análise cartográfica é uma das matérias aplicadas Foto: Evelen Gouvêa

Análise cartográfica é uma das matérias aplicadas Foto: Evelen Gouvêa

Por: Lislane Rottas 09/12/2012  http://www.ofluminense.com.br/editorias/empregos-e-negocios/mercado-da-engenharia-cartografica

Carreira oferece excelentes oportunidades nos setores público e privado. Na Uerj o curso é oferecido há 44 anos, com uma média de 12 formandos por ano

 

O curso de engenharia cartográfica é disponibilizado  na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e no Instituto Militar de Engenharia (IME). Em ambas instituições a graduação é feita em até cinco anos e entre as matérias lecionadas estão matemática, física, química, astronomia, topografia, geodésica e outras. Nas aulas práticas, o aluno aprende a usar receptores de imagens por satélite e estações totais, e também a analisar informações geográficas e a interpretar imagens.

Na Uerj o curso é oferecido há 44 anos, com uma média de 12 formandos por ano. De acordo com Amauri Ribeiro Destri, chefe do Departamento de Engenharia Cartográfica, o grande diferencial é o fato da Uerj ser a única instituição civil em que a graduação é disponibilizada. 

“Os ingressantes não necessariamente devem seguir a carreira militar, caso escolham essa profissão”, constata. 

No entanto, o professor afirma que, independentemente de onde o aluno irá estudar, as características profissionais são as mesmas.

“Cabe ao engenheiro cartográfico dominar as geotecnologias a fim de produzir informações espacialmente referenciadas com mais precisão e atualidade. O cartógrafo é um profissional multidisciplinar, pois agrega todos os dados a fim de transformá-los em informação útil e representável por meio de mapas”, explica o professor.

Segundo Destri, é o engenheiro cartógrafo que ajuda na elaboração de mapas que serão publicados em forma de guia de ruas (como os que os motoristas carregam no carro). 

“Esses guias são fundamentais para que a pessoa se localize. O mapa tem que ser elaborado de forma que o usuário entenda e identifique a sua posição no local e como terá que ser feito o seu deslocamento. O levantamento da área precisa ser feito por um engenheiro cartógrafo,” destaca.

O professor também frisa que esse profissional faz todo o levantamento dos imóveis de uma cidade para que uma prefeitura possa fazer o cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

“As prefeituras precisam manter uma atualização cartográfica dos imóveis da cidade para que possa fazer o cálculo do imposto. Esses dados precisam ser atualizados todo ano, porque se uma pessoa expandiu um imóvel, por exemplo, o valor do imposto muda. Por isso é tão importante a função do engenheiro cartógrafo”, ressalta.

Destri diz, ainda, que para exercer todas essas atividades, é preciso obter um registro no Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia ( Confea), além de concluir o curso superior, que dá direito ao diploma. 

Setor está aquecido

Para o Major Carlos Cesar Braz, que é professor do curso de Engenharia Cartográfica do IME, o mercado de trabalho ficou mais agitado nos últimos 11 anos.

“Depois que a lei nº 10.267/2001 que trata do georreferenciamento dos imóveis rurais entrou em vigor, a legislação passou a exigir medições das propriedades rurais. Elas devem estabelecer limites de área com outra propriedade, tolerando haver uma margem de erro de 50cm. O único profissional habilitado a fazer esse levantamento é o engenheiro cartógrafo. Por isso o mercado melhorou”, enfatiza.

Segundo o professor, antes da lei as propriedades não tinham limites de área estabelecidos e isso gerava muitos problemas durante uma transação.

“Com isso, os engenheiros passaram a ser procurados por empresas e até mesmo por pessoas físicas para que fizessem o levantamento correto das terras”, relata.

Chances – Braz também revela que há muitas oportunidades de empregos, tanto no setor público quanto no privado.

“O mercado para esse profissional está nas prefeituras de médio e grande porte e nas secretarias estaduais. Na área privada, ele pode atuar em empresas que usam tecnologias em sistemas de navegação (GPS), entre outras atividades”, comenta. 

Estágio é essencial para crescimento

O estudante Guilherme Brito, de 25 anos, está no 9º período de Engenharia Cartográfica na Uerj. Ele escolheu o curso porque sempre gostou de física e matemática. Atualmente ele faz estágio em uma empresa de Geologia.

“Lá trabalho em um projeto de digitalização de imagens de radar, além da confecção de mapas e trabalhos complementares”, afirma. 

O universitário está na fase final da graduação e diz que o estágio é fundamental para o crescimento de um bom profissional.

“É imprescindível termos contato com o mercado. A experiência adquirida pode abrir portas de emprego, depois que terminamos a faculdade”, analisa.

Outro aluno, que também está no mesmo caminho, é Lucas Rodrigues, de 22 anos. Ele, que também cursa a graduação na Uerj, investiu no curso  depois de pesquisar em qual profissão iria trabalhar.

“Sempre me identifiquei com as ciências exatas e acho que isso foi um dos fatores decisivos”, relata.

O estudante está estagiando em uma empresa pública de grande porte nacional e vê perspectivas de crescimento na carreira.

“O estágio é como se fosse uma porta de entrada para a empresa. Quando se está lá é a grande oportunidade que temos para mostrar o quanto somos profissionais e temos vontade de aprender. Por mais que não haja uma contratação, naquele momento, os chefes quase sempre lembram daquele estagiário que se destacava e que merece uma oportunidade para ser contratado”, afirma.

 

http://www.ofluminense.com.br/editorias/empregos-e-negocios/mercado-da-engenharia-cartografica

 

 

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