Convido todos a participarem de evento (que integra a programação deste semestre de nossos Seminários de Pesquisa Pró-Saúde - SPPS), em 31 de julho próximo, terça, 9:00-12:30, no auditório (6o. andar) do IMS. Trata-se da "II Oficina de Trabalho UERJ-U. Califórnia/Berkeley: Fortalecendo a Cooperação Internacional em Pesquisa e Treinamento em Saúde Pública."
Nosso tema geral, nessa oportunidade, será: "Políticas públicas em favelas do Rio: quais seus efeitos na saúde e bem-estar da população?"
Teremos, como apresentadores (e/ou debatedores), gestores e pesquisadores vinculados a ONU-Habitat, I.Pereira Passos-UPP Social, ONG Cedaps, UERJ, Universidade da California-Berkeley, Fiocruz e Secretaria Municipal de Saúde.
Partimos de algumas premissas:
a- O Rio vem sendo objeto de intervenções de considerável porte, que se estendem da área de segurança a outras políticas sociais. Trata-se de uma situação quasi-experimental, visto que as intervenções guardam considerável heterogeneidade, em áreas distintas da cidade, em suas características, intensidade e momentos de implantação;
b- Essa nova realidade deveria contar com esforços mais decididos de áreas acadêmicas multidisciplinares: integrar-se a esse processo, junto a gestores e ativistas comunitários - em beneficio de políticas sociais inclusivas, da geração de conhecimento relevante, da avaliação de processos e impactos, e da capacitação de profissionais e pesquisadores identificados com essas temáticas.
Temos interesse especialmente relacionado à saúde populacional, mas em suas complexas interações com os outros campos da vida social. Visa-se buscar respostas conjuntas às seguintes perguntas, entre outras:
a- Quais são os melhores métodos e técnicas conhecidas para avaliação dessas políticas sociais?
b- Que dados já existem disponíveis para avaliações de natureza qualitativa e quantitativa? Que avaliações já foram conduzidas e estão documentadas?
c- Quais são as lacunas de conhecimento até o momento identificadas pelos gestores?
d- Qual a experiência acumulada no Rio (erros e acertos) de colaboração entre gestores e pesquisadores, nesse âmbito?
e- Como um "Centro Rio de Saúde Global" (em vias de criação na UERJ) poderia acrescentar uma dimensão internacional a esse esforço de cooperação entre gestores e pesquisadores? I.e. que relação tudo isso poderia guardar com o recente Rio+20?
A programada atividade visa catalisar a interação entre diversas instituições, e favorecer o engajamento de docentes e estudantes (graduação e pós-graduação) da UERJ, Fiocruz e U. California-Berkeley, entre outras instituições. Visa-se formular uma agenda de pesquisas relacionadas às temáticas acima e, como parte desse processo, elaborar projetos colaborativos para submissão a agencias de fomento, no país e no exterior.
Peço que circulem o e-convite anexo via listas institucionais de e-mails, e entre outros potenciais interessados.
Cordialmente,
Eduardo Faerstein
(organizador)
Professor Associado - Depto de Epidemiologia
IMS-UERJ